Ex-padrasto acusado de matar e estuprar a enteada Alanna Ludmilla é condenado a 43 anos de prisão
Publicado em 11/11/2020 às 06:20
Por: Isisnaldo Lopes

Roberto Serejo Oliveira, acusado de matar e estuprar a enteada Alanna Ludmilla no bairro do Maiobão em Paço do Lumiar, foi condenado a 43 anos de prisão. O acusado foi julgado na última terça-feira (10) no 2º Tribunal do Júri em São Luís.

A decisão do juiz Gilberto de Moura Lima determina que Roberto Serejo cumpra a pena em regime fechado. Ele foi acusado por homicídio (com qualificadora de feminicídio), estupro de vulnerável e ocultação de cádaver.

A sessão começou às 8h40 e terminou por volta das 16h30. O processo tramitava desde 2017 na 3º Vara do Termo de Paço de Lumiar, mas a pedido da defesa da família de Allana Ludmilla, o processo foi transferido para a 2º Vara do Júri da capital maranhense.

Durante o julgamento, foram quatro testemunhas e dois peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (ICRIM). Pelo fato de ser um crime contra uma criança, os detalhes do processo corriam em segredo de justiça.

Roberto Serejo estava preso desde 2017 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Após o resultado do júri, ele foi encaminhado de volta para o presídio.

Relembre o caso

Em 3 de novembro de 2017, a menina Alanna Ludmilla, de 10 anos, foi encontrada morta por vizinhos em uma cova rasa no quintal da sua casa, no bairro Maiobão, na cidade de Paço do Lumiar, localizada na Região Metropolitana de São Luís. Ela estava com as mãos amarradas para trás e com um saco plástico na cabeça.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, a causa da morte foi asfixia após abuso sexual. Antes do corpo ser achado a menina estava desaparecida. Alanna havia sumido enquanto estava sozinha em casa e a mãe havia ido a uma entrevista de emprego. Durante as primeiras investigações, uma mochila que pertencia a menina foi encontrada em um terreno baldio em um bairro vizinho.

O ex-padrasto de Alanna, Robert Oliveira Serejo, foi apontado como principal suspeito do crime. Ele chegou a prestar depoimento na delegacia antes do corpo ser achado, mas depois não foi mais localizado.

A prisão do suspeito aconteceu três dias após o crime, quando ele foi reconhecido em uma van que seguia em direção ao interior do Maranhão.

 

 

 

 

 

G1//MA

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