PM que matou policial do Piauí na frente do filho é expulso da corporação no MA
Publicado em 07/05/2021 às 05:56
Por: Isisnaldo Lopes

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, expulsou da Polícia Militar o soldado Francisco Ribeiro dos Santos Filho, acusado de matar a tiros o cabo Samuel de Sousa Borges, do Piauí, em fevereiro de 2019.

O assassinado de Samuel aconteceu na frente do filho, próximo a uma escola na Zona Leste de Teresina, após uma discussão de trânsito. Um vídeo mostra o momento em que o policial é atingido por três disparos.

A expulsão do soldado Francisco Ribeiro é descrita como 'a bem da disciplina', e foi divulgada no último dia 30 de abril no Diário Oficial do Maranhão. Francisco está preso em um presídio militar, em São Luís, mas até hoje não foi julgado pelo crime. Ele também responde por outros três assassinatos.

Nas imagens, o PM do Piauí aparece na frente da escola e pede para que o soldado encoste a moto, dizendo que o denunciaria à Corregedoria da PM do Maranhão. Os dois trocam xingamentos. Francisco Ribeiro estaria em atitude suspeita, em uma moto sem placa e portando duas armas.

Segundo o coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Barêtta, o cabo Samuel começou a filmar com o celular no momento em que abordou o policial do Maranhão.

“Ele filmou para evitar que o soldado alegasse uma abordagem irregular, fez para tentar se resguardar. Ele abordou quando viu a moto sem placa e o volume das armas na cintura. Ele pediu várias vezes para que o outro encostasse. O caminho todo eles foram discutindo e o soldado se recusando a obedecer”, disse o delegado em fevereiro deste ano.

Francisco Ribeiro manda que o cabo Samuel parasse com a gravação e mostra a arma. Nessa hora é possível ver no vídeo o primeiro disparo, que atinge a mão do policial. Em seguida ele é atingido na cabeça e no peito.

Sem julgamento
O soldado Francisco foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil pela morte do cabo Samuel, de acordo com o inquérito do DHPP. Ele chegou a ser preso, mas foi solto em outubro de 2019 e será julgado no Tribunal do Júri, ainda sem data prevista.

Em março de 2020, o policial do Maranhão voltou a ser preso suspeito de duplo homicídio ocorrido no bairro Pedra Mole, Zona Leste de Teresina, e foi encaminhado para o presídio da Polícia Militar do Maranhão, em São Luís.

Já os julgamentos pelo Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça do Piauí, foram suspensos devido à pandemia do novo coronavírus.

 

 

 

g1/ma

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