PRF adquire torniquetes de primeiros socorros
Publicado em 26/08/2021 às 06:03
Por: Isisnaldo Lopes

Além de garantir a segurança e mobilidade viária, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também atende acidentes graves nas rodovias federais, o que levou à aquisição de 45 equipamentos de contenção de hemorragias (torniquetes), para equipar o efetivo operacional da PRF no Maranhão. A compra destes materiais faz parte do Termo de Ajuste de Conduta - TAC firmado entre a Procuradoria do Trabalho em Imperatriz/MA e a Superintendência da PRF no estado.

O torniquete aumenta a capacidade de atender acidentes graves e manter a vida dos usuários da rodovia ou de policiais que em razão de acidentes de trânsito ou de trabalho, por isso, a aquisição destes dispositivos, que poderão ser usados no trabalho efetivo e eficiente nas rodovias federais que cortam o Estado do Maranhão.

A hemorragia é a principal causa de morte evitável em situações de trauma tático e não tático. Conforme pesquisas, a aplicação rápida de um torniquete é 100% eficaz na interrupção rápida do fluxo sanguíneo arterial no menor tempo de aplicação, salvando vidas e membros.

História dos torniquetes

O primeiro relato do uso de torniquetes data de 1674, durante a Guerra Franco-Holandesa, onde teria sido utilizado em campo de batalha. Desde então, ao longo da história, (e por muitas guerras – primeira e segundas guerras mundiais, Coreia, Vietnã e a Guerra Civil espanhola são apenas alguns exemplos) seu uso passou por muitos debates até chegar aos dias de hoje, onde há evidências científicas para embasar condutas.

O uso de torniquetes mostrou-se efetivo na realização de hemostasia temporária e redução de mortalidade por lesões de extremidades com risco mínimo de complicações relacionadas diretamente a seu uso em campo de batalha. O atentado terrorista ocorrido durante a maratona de Boston, em 2013, foi o primeiro grande ataque terrorista da era moderna nos Estados Unidos onde houve diversas lesões graves (semelhante a lesões de guerra) em extremidades de membros inferiores.

Por conta disso, foi possível avaliar sua eficácia também em ambiente civil pré-hospitalar. Os resultados foram animadores. Em ambiente civil pré-hospitalar os resultados foram compatíveis com os dados extraídos das pesquisas realizadas em ambiente militar. Ou seja, eficácia na contenção de hemorragias com pequena chance de complicações relacionadas diretamente ao seu uso. Foi evidenciado o uso de torniquete no ambiente civil pré-hospitalar como fator isolado de redução de seis vezes na mortalidade nos pacientes vítimas de lesões de extremidades com sangramento ameaçador à vida.

 

 

 

 

 

 

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