Lucro do Bradesco sobe para R$ 4,24 bilhões no 1º trimestre de 2015
Publicado em 29/04/2015 às 08:36
Por: Isisnaldo Lopes
O Bradesco elevou sua rentabilidade no primeiro trimestre, apoiado em maiores ganhos com juros e no controle de despesas, mas o resultado foi ofuscado em parte pelo desempenho fraco em seguros e pelo aumento da inadimplência.
O banco encerrou o primeiro trimestre de 2015 com lucro líquido contábil de R$ 4,244 bilhões, um crescimento de 6,3% com relação ao resultado do quarto trimestre de 2014 e de 23,3% frente ao mesmo período do ano anterior, divulgou nesta quarta-feira (29) o banco.
O resultado do Bradesco no primeiro trimestre de 2014 é o maior lucro da história do banco para um primeiro trimestre, de acordo com a consultoria Economatica.
Os ativos totais do banco alcançaram R$ 1,035 trilhão em março de 2015, uma alta de 12,2% em relação a março de 2014, "ocasionada pelo aumento do volume de negócios".
O patrimônio líquido totalizou R$ 83,937 bilhões em março de 2015, apresentando um crescimento de 14,5% em relação ao saldo de março de 2014.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 22,3 por cento no trimestre, aumento de 1,8 ponto percentual sobre o mesmo período do ano passado.
Crédito
Refletindo a estagnação econômica do país, o estoque de crédito do Bradesco subiu apenas 7,2% em 12 meses, para R$ 463,3 bilhões até março. O destaque foram as grandes empresas, com alta de 10,4%. As operações para pessoas físicas e para empresas médias e pequenas, que rendem margens maiores, evoluíram apenas 7,1% e 1,9%, respectivamente.
Ainda assim, o banco se beneficiou do aumento das margens com operações de crédito, de 6,8% para 7,3%, e da boa performance da tesouraria, refletindo o ciclo de alta da Selic e dos títulos do banco atrelados ao IPCA.
Outro reflexo do panorama econômico brasileiro foi o índice de inadimplência medido pelo saldo de operações vencidas há mais de 90 dias, que chegou a 3,6%, altas de 0,1% e 0,2% ponto percentual sobre dezembro e sobre março de 2014, nesta ordem.
Os indicadores antecedentes de inadimplência também subiram.
Nessa linha, a despesa do banco com provisão para perdas com calotes deu um salto de 25,1% na comparação anual, para R$ 3,58 bilhões.
Em contrapartida, as despesas administrativas subiram apenas 4,7% em um ano, a R$ 7,08 bilhões.
No segmento de seguros, o lucro cresceu 23,4% ano a ano, a R$ 1,28 bilhão. Mas a sinistralidade, que mostra as despesas com pagamentos a segurados, aumentou 1,6 ponto percentual.
Na nota do balanço, o banco afirma que mantém uma visão positiva em relação ao país, e que vislumbra perspectivas favoráveis nos segmentos em que atua. "O volume de crédito cresce a taxas sustentáveis e compatíveis ao risco, enquanto a inadimplência mantém-se em patamares historicamente reduzidos e controlados. O cenário para os setores bancário e de seguros no Brasil continua bastante promissor".


Do G1
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