MARANHÃO - Organização tinha acesso a conversas sigilosas e pagava R$ 100 mil por assalto
Publicado em 29/11/2018 às 07:36
Por: Isisnaldo Lopes

Tiago Bardal, ex-superintendente estadual de investigações criminais do Maranhão, foi preso ontem quarta-feira (28) suspeito de praticar extorsão contra uma quadrilha de assaltantes de bancos. Além de Bardal, tiveram a prisão preventiva decretada os advogados Werther Ferraz Junior e Ary Cortez Prado Junior e o investigador João Batista de Sousa Marques. Foram feitas buscas nas residências dos envolvidos, simultaneamente, em São Luís e Imperatriz.
 
Eles foram capturados na operação Jogo Duplo, que investiga o envolvimento de agentes de segurança e advogados com organizações criminosas. O delegado Tiago Bardal foi citado por criminosos por envolvimento com suspeitos, extorquindo assaltantes de bancos e  liberando presos de alta periculosidade. Pelo acordo, era repassado R$ 100 mil para cada assalto realizado.
 
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências onde ocorreram as prisões, foram apreendidos computadores, pen drives, celulares e documentos. Durante coletiva, o secretário de segurança Jefferson Portela confirmou que conversas sigilosas mantidas pela alta cúpula da segurança pública do Maranhão vazaram para essa organização criminosa e que poderiam ter sido levadas pelo delegado Tiago Bardal.
 
Este é o quarto processo que o ex-superintendente responde. Ele já foi preso este ano pelo crime de contrabando, mas estava solto por força de um habeas corpus.
 
 
 
 
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