Excesso de umidade da soja causa prejuízos no sul do Maranhão
Publicado em 26/03/2020 às 06:48
Por: Isisnaldo Lopes

A colheitadeira passa bem perto dá água da chuva que se acumulou ao lado da plantação. Esta é uma cena comum em muitas fazendas da região sul do Maranhão, mesmo com o solo encharcado, os agricultores se apressam em fazer a colheita, para não perder a produção no campo.

Com o excesso de umidade, as máquinas deixam muitos grãos pelo caminho. Das fazendas as carretas seguem para os armazéns onde a soja passa por um processo de limpeza e secagem, para retirar o excesso de umidade.

As empresas que negociam a produção agrícola no mercado internacional descontam a diferença entre a soja que é pesada na fazenda e depois de passar pela secagem nos armazéns. Diferença que geralmente, chega entre 10 e 12%. Isso significa que menos dinheiro no bolso do agricultor.

Segundo a Associação dos Produtores de Soja do Maranhão (Aprosoja-MA), o desconto entre o que é colhido e que é aproveitado pelas trades acaba diminuindo ainda mais o lucro dos agricultores.

“Nós temos problema na logística, na colheita, estamos perdendo a soja. Você paga um transporte maior e a comercializadora, que são as trade nossa aqui, tem um desconto enorme em cima da produção. Porque vem molhado, você tem um desconto de impureza, e tudo mais. Então, é prejudicial ao produtor, hoje ele está pagando caro para produzir. É um custo muito alto”, lamenta o presidente da Aprosoja-MA, José Carlos de Paula.
No sul do estado, pouco mais da metade das lavouras de soja foram colhidas. Agora no mês de março, teve fazenda que ficou até 15 dias com as máquinas paradas no campo, por causa do excesso de umidade do solo e também dos grãos. A expectativa é que a partir de abril o volume de chuva diminua e a colheita chegue ao fim. Este ano, com a instabilidade do clima, a produção deve cair em torno de 10%, pois faltou chuva durante o plantio e está chovendo além do esperado durante a colheita.

 

 

 

G1/MA

 

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